João Hélio nosso Tupac Amaru, sem comentarios ou acréscimos
Para dar um exemplo, cito o relato de minha sogra que há alguns dias estava em frente a uma sapataria quando foi abordada por um menino de uns 13 anos, negro, mirrado, descalço e vestindo unicamente uma sunga.
“Tia”, pediu o menino, “você podia me dar dois reais para eu inteirar cinco e comprar uma sandália de dedo? Eu não agüento mais tia”, disse e mostrou os pés esfolados pelo asfalto quente. Minha sogra entrou na sapataria e tirou uma nota de cinco e pediu o chinelo à vendedora. Uma mulher que estava na loja virou-se para ela, revoltada, e censurou-a asperamente por seu gesto, afirmando que “esse menino é um vagabundo e não precisa de nada!”. Contendo-se, minha sogra respondeu apenas que não conseguia compreender com que olhos essa mulher estava vendo aquele menino.
Essa é a pergunta. Com que olhos estamos olhando para a nossa sociedade? Para os meninos que ainda não assassinaram? Como protegeremos os filhos que amamos se não olharmos para os outros da mesma maneira como olhamos para os nossos? m ( este M significa a fonte de onde foi retirado do periodico informático Montblaat do colega brilhante Fritz Utzeri que reproduzi aqui apenas em seu trecho final sobre o caso do menino esquartejado.
“Tia”, pediu o menino, “você podia me dar dois reais para eu inteirar cinco e comprar uma sandália de dedo? Eu não agüento mais tia”, disse e mostrou os pés esfolados pelo asfalto quente. Minha sogra entrou na sapataria e tirou uma nota de cinco e pediu o chinelo à vendedora. Uma mulher que estava na loja virou-se para ela, revoltada, e censurou-a asperamente por seu gesto, afirmando que “esse menino é um vagabundo e não precisa de nada!”. Contendo-se, minha sogra respondeu apenas que não conseguia compreender com que olhos essa mulher estava vendo aquele menino.
Essa é a pergunta. Com que olhos estamos olhando para a nossa sociedade? Para os meninos que ainda não assassinaram? Como protegeremos os filhos que amamos se não olharmos para os outros da mesma maneira como olhamos para os nossos? m ( este M significa a fonte de onde foi retirado do periodico informático Montblaat do colega brilhante Fritz Utzeri que reproduzi aqui apenas em seu trecho final sobre o caso do menino esquartejado.
