Monday, February 04, 2008

Visão Amarela

estava na janela,
junto ao céu cinza escuro
olhando com seus olhos azuis
profundos... além de voce,
só me conhece...
o amor...

o edifício cresce...
na alma dos moradores futuros...
por enquanto só aos pedreiros
é dado acesso ao seu âmago
como o centro espírita
é fruto unico de vibrações vivas
por sua edificação física...

longe, na imensidão
que contarão as colinas senão,
que são os seios da natureza...

saí-te do meu pensamento,
satanás cruel...
dizes a posso ter
por uma noite apenas


trista latinha
ela tinha,
amarrada à sua sorte...



o telefone chamou
e mandei dizer que não estavas
mas me enganei...
do outro lado também não havia
ninguém... surges subitamente
infundindo alegria...
e , como apareceste,
somes transfundindo
imensa tristeza...



gritarei que te amo,
bem alto para que não me escutes
conheces bem o meu silêncio...

olhos tristes que queres
outros olhos?
não estás contente com a cegueira?


vento este,
vento este, que ventou o ontem para
bem longe
vento ex te... folhinha da arvore que contou,
os dias de outono....



ALEGRES TRISTES OLHOS CLAROS
POIS AMAS O SORRISO ALHEIO, QUE NÃO VEM...

Monday, July 02, 2007

Nova Era do Rádio

A partir da audição do Programa " Amigos da Boa Nova *, mais especificamente de uma sequencia musical para dois publicos completamente diferentes uma dos Commodores, romantica balada internacional e outra romantica brega nacional " Queria " com Anísio Silva, tive a idéia de como ainda podem conviver de maneira pacífica públicos etários separados por mais de quatro décadas e como ainda convivem esses públicos populares de fato levando para longe a idéia pessimista do irremediavel envelhecimento do rádio, de seu público e consequentemente sua morte anunciada. Ao contrário desta percepção o momento brilhante revivido mostrou para mim o quanto vivos estão os apelos dos públicos pela renovação do rádio como veículo que prima pela evolução da imaginação. Sim o nosso rádio AM( e também por consequencia o FM) estão vivos e ativos e tem de deixar de lado essa postura vira lata de vítima necessária e inevitável da Internet ( esse filme já vimos em outros veiculos ). Mesmo fora da Internet há salvação sim para esta mídia e para as outras que estão sofrendo o atual desgaste "premeditadamente assassinados " pelo advento do triplo w. É certo que hoje em dia, nosso veículo radiofônico está apanhando também para a Internet no sentido da rapidez de resposta certeira a perguntas que vão das dúvidas banais de botequim às mais profundas conjecturas do sábio filosofante. Na rapidez da notícia ela não foi superada em qualidade pelo rádio que checa bem as informações. Assim o rádio pode voltar a ser um veículo completo dotado de sua alma de que foi apartado pela expulsão da música, sua alma, pelo excessivo bla, blá do jornalismo. E olhe que eu sou jornalista e gosto muito do blá. O palavrório repetitivo que banaliza qualquer mensagem acabou afetando a outra alma do negócio a publicidade, como de resto ocorre até com a televisão. A missão histórica do rádio despertar a marca na imaginação do consumidor poderia voltar com força na medida em que a música voltasse ao rádio, na medida certa sem a sua contrapartida banalização pelas FMs ( a overdose ). A este assunto voltaremos em breve com uma proposta elaborada de um programa que abrange a academia e os estudantes de comunicação. Até lá.

Boa Nova é a emissora espirita de Guarulhos, São Paulo, lá no fim do Dial ou no site da Feal, Fundação Espirita André Luis, Esse programa é uma audição diária e bem humorada dirigida por Manuel Bologna no melhor estilo rock contry dos anos 50 e 60.

Friday, February 09, 2007

João Hélio nosso Tupac Amaru, sem comentarios ou acréscimos

Para dar um exemplo, cito o relato de minha sogra que há alguns dias estava em frente a uma sapataria quando foi abordada por um menino de uns 13 anos, negro, mirrado, descalço e vestindo unicamente uma sunga.
“Tia”, pediu o menino, “você podia me dar dois reais para eu inteirar cinco e comprar uma sandália de dedo? Eu não agüento mais tia”, disse e mostrou os pés esfolados pelo asfalto quente. Minha sogra entrou na sapataria e tirou uma nota de cinco e pediu o chinelo à vendedora. Uma mulher que estava na loja virou-se para ela, revoltada, e censurou-a asperamente por seu gesto, afirmando que “esse menino é um vagabundo e não precisa de nada!”. Contendo-se, minha sogra respondeu apenas que não conseguia compreender com que olhos essa mulher estava vendo aquele menino.
Essa é a pergunta. Com que olhos estamos olhando para a nossa sociedade? Para os meninos que ainda não assassinaram? Como protegeremos os filhos que amamos se não olharmos para os outros da mesma maneira como olhamos para os nossos? m ( este M significa a fonte de onde foi retirado do periodico informático Montblaat do colega brilhante Fritz Utzeri que reproduzi aqui apenas em seu trecho final sobre o caso do menino esquartejado.

Saturday, January 06, 2007

À minha mulher ( sempre familia )

A minha mulher Rose, no dia de Reis de 2007


Rosaminha caminha comigo
Comigo caminha Rosaminha faz , este ano, 28
O mundo de Rosaminha
Era largo, como as vistas que alcançava Rosa
Antes de minha ser
Ser apenas Rosa como Rosa
Infelizmente Rosa tornou-se minha
E como Rosa mudou-se para Rosaminha
Foi ficando assim rosinha e rosinha
Anulou-se para ser só minha
Foi ficando assim sozinha
Teve filhos, Rosaminha
Mesmo assim foi ficando rosinha, rosinha
Viveu para ao filhos Rosaminha
Como no começo, depois de sozinha ser minha
Eu, carrasco podei-lhe os espinhos
Acabei com suas defesas
Eliminei até o cheiro da minha Rosa
Rosaminha ainda caminha
Comigo mas as vezes chora
As vezes revolta-se , revolve-se como erva da minha
Eu erva daninha que sufoquei minha Rosaminha
Um dia liberdade chegará para Rosaminha
Mas ela não ficará sozinha
Certamente
Identificará outra erva daninha
Mas evitará e passará ao largo
Antes de deixar de ser viúva
Deixará de ser apenas rosinha
E voltará a ser Rosa de Jardim
A Rosa que tinha no Éden
Antes das ervas daninhas do conhecimento.

Sunday, September 24, 2006

à minha filha

Sou um pecador
Mas não és deusa
no pior momento da minha vida
lancei minhas mãos contra ti
bem sei
gostaria que esquecesses
mas parece impossivel
então, apesar de seres deusa
dona de um juizo impecável e infalível
ofereceço-lhe meu agracedecimento
por todos os motivos me lembrar
que fui teu agressor nesta encarnação
e novamete agradeço-te por toda vez
me atirar o ordálio ao rosto
e pedir aos nossos anjos de guarda
que te mantenha assim, mesmo sem ser deusa
a minha lixa numero zero do meu orgulho
para lembrar-me sempre da condição humana
mas para te lembrar também que para mim
eu não sou vitima nem algoz
esse é um fato que já passou
serve apenas e deve servir
para lixar, para limar e aparar
o que do meu orgulho
ainda me faz levantar a mão para ti
toda vez que me lembras do meu pecado
oh sim e quando eu não tiver mais orgulho
eu não precisarei reclamar teu perdão
por isso te peço, não me perdoe
até que eu não possua mais nem um restinho
desse sentimento egoísta que se chama de orgulho
que ainda em mim se confunde com respeito próprio
e se por ventura algum dia reconheceres
que em mim não existe mais nada desse orgulho besta
jogue fora de mim minhas mãos.
Apague de ti esta lembrança nefasta
O momento de negação do profundo amor
que por ti continuo teimosamente nutrindo.

Sunday, September 10, 2006

Música é tudo!

Não sei como vivi 55 anos sem conhecer Charly Garcia, se bem que já havia ouvido falar, mas ouvir falar de músico é conversa de mudos. Precisou meu amigo argentino Jorge ( pretendo dar o nome completo) ir para a a Pátria Espiritual e me doar todos os seus discos de jazz para me poner a oyer esta manhã de domingo o CD Alta Fidelidad com Mercedes Sosa e o próprio Charly, quem ainda não ouviu que ouça faixa por faixa e depois me diga se não morremos de inveja do trágico destino de nossos sud-hermanos. Haja sangre. Na seqüencia ouvi duas faixas de um disco de 1962 com Lalo Schifrin ao piano aos vinte e poucos anos tocando Bossa Nova nos Estados Unidos. Com certeza depois do concerto do Carneguie Hall (sic) - aliás David Carneguie foi o pai da auto ajuda que "Deus me livros" de hoje... (a este assunto pretendo voltar em breve) e aí foi a vez de ver nuestros hermanitos morriendo de inveja de nuestra samba ( mais gingada que o eterno camisa l0 deles !!!!hahahahahahahaha . Me perdoe Rórre mi amigo parmeirense! Deus o abençõe pela generosidade mineira da sua inesquecível Nazaré. Amém meu irfmãozinho querido. Música é tudo por isso meu jornalismo bissexto. desculpem a desperiodicidade deste.

Wednesday, August 09, 2006

jornalismo provis�rio ou irris�rio

Meu herói
Já chorou
Já morreu de mêdo
Meu herói é fraco
Ele é um fracasso
Meu herói é amor
só sabe dar beijos
Nunca foi de briga, se brigar apanha
Meu herói é isso


( Musica e poesia de Marcos Valle )